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NOGGY'S BLOGTreinador de Futsal - Nivel I (Coimbra - 13-11-2006/08-01-2007)
August 15 ÉPOCA 2008/09A época 2008/09 já começou (pelo menos no que toca à parte organizativa), mas como os trabalhos só terão inicio a 26 de Agosto em Chelo (agora sim, no nosso Pavilhão), venho então anunciar o calendário da pré-época.
Inicio a 26 de Agosto, com três treinos semanais de 1H30 cada (26, 27 e 28 de Agosto), todos com inicio marcado para as 20H30.
No mês de Setembro, a ordem de trabalhos mantêm-se, com 2 sessões de treinos e mais dois jogos de preparação por semana (Treinos às 3ªs e 5ªs e jogos às 4ªs e Sábados), excepto na primeira e última semana do mês, em que se treinará 3ª, 4ª e 5ª feira e se jogará apenas ao sábado.
Jogos treino:
União Chelo vs U.Alhadense (dia 06 Setembro [sábado], pelas 17H00, no Pavilhão de Chelo)
União Chelo vs U.Cernache (dia 10 Setembro [4ª feira], pelas 21H00, no Pavilhão de Chelo)
União Chelo vs Alfarelense (dia 13 Setembro [sábado], pelas 17H00, no Pavilhão de Chelo)
Atlético Neves vs União Chelo (dia 17 Setembro [4ª feira], hora a designar, no Pavilhão de Vil de Matos)
May 07 Análise da época 2007/08A minha equipa, tal como tinha dito ao inicio, assumia-se como candidata a efectuar um campeonato mais descansado que o anterior e a uma melhor classificação (entre o 5º e o 7º lugares). Entrámos mal no campeonato, em casa frente à U. Alhadense, perdemos por 2-4 e não conseguimos mostrar atitude nem futsal, acabando por ser um resultado justo e sem contestação. O segundo jogo, serviu para rectificar o que de mal se tinha feito na jornada anterior e vencemos com alguma facilidade, um Espariz que ao longo do campeonato, se veio a revelar um adversário sem soluções. O terceiro jogo, contra a Prodeco, foi o primeiro da época onde nos sentimos prejudicados. Começámos o desafio a controlar na posse de bola e a remeter o adversário à sua zona defensiva, criámos inúmeras situações para golo, mas o guarda-redes esteve muito bem e conseguiu quase sempre anular os remates que iam para a baliza. Na segunda parte, sofremos dois golos em contra-ataque e tivemos de correr atrás do prejuízo, o que conseguimos, anulámos a vantagem do adversário e estando nós, mais perto do golo e da baliza contrária, foi-nos negado nos segundos finais, à semelhança do primeiro tempo, uma grande penalidade por corte com a mão de um homem da Prodeco, impedindo que a bola entrasse na baliza, o que daria o 3-2. Somámos apenas um ponto, ficando dois à deriva. No jogo seguinte, deslocámo-nos a Soure, para defrontar a equipa do Alfarelense, saímos derrotados por 6-4, perdendo sem qualquer contestação, onde só nos podemos culpar a nós próprios, por não termos tido calma e concentração, após passarmos para a frente no marcador. O quinto jogo do campeonato, colocava frente a frente Chelo e Conchada, pelo que toda a gente esperava um jogo equilibrado, o que de facto veio a acontecer, se bem que neste desafio e pela segunda vez no campeonato, voltei a sentir-me prejudicado. A ganhar por 2-1 e a poucos segundos do final da partida, o árbitro do lado da bancada que em todo o jogo não assinalou uma única falta a nosso favor (pelo contrário, sempre que apitava, era em nosso prejuízo), inventou mais uma (depois de tantas, durante o jogo), aquela que veio a dar o golo do empate à equipa da Conchada. Com isto tudo, lá se foram mais dois pontos (já soma quatro). O jogo seguinte, foi disputado na Tocha, contra a equipa local, de onde saímos com um empate que, por nossa culpa consentimos por duas vezes e já perto do final da partida. A sétima jornada, colocou-nos frente ao C.R.I.A. e só a vitória nos interessava, o que viemos a conseguir, embora tivéssemos estado a ganhar por 2-0, consentimos o empate, mas perto do fim, marcámos o terceiro, acabando por vencer, embora com muitas dificuldades. Mais uma deslocação difícil, a Vila Verde (Coimbra), onde entrámos muito mal no jogo e consentimos ao adversário três golos num abrir e fechar de olhos, mas ainda antes do intervalo reduzimos para 3-1, no balneário corrigimos o que estava mal e entrámos para o segundo tempo, determinados a dar a volta ao resultado, o que foi conseguido, pois a cinco minutos do fim, já vencíamos por 4-3, mas o Vila Verde também não baixou os braços e jogando com guarda-redes avançado, conseguiu a poucos segundos do fim o golo do empate, resultado que se aceita por aquilo que ambos os colectivos fizeram. A jogar em Poiares (Vila), fomos pela terceira vez no campeonato, prejudicados e desta vez de forma escandalosa, pois tal como escrevi na altura, enquanto a equipa do Bruscos esteve na frente do resultado, a arbitragem estava a ser correcta e sem casos, mas quando a minha equipa passou para a frente no marcador, os erros sucederam-se e sempre em prejuízo da equipa da casa, por exemplo, o dar a lei da vantagem quando a equipa do Bruscos já tem cinco faltas cometidas, o que daria origem a livre de 10m (aqui não há lei da vantagem) e faria com que aumentássemos a vantagem para duas bolas de diferença. Depois uma expulsão claramente a pedido de um jogador do Bruscos, que sofre falta (sem duvida), mas o árbitro só iria mostrar o cartão amarelo (e muito bem), mas perante os protestos/pedidos (aqui também se justificava o cartão amarelo) do jogador forasteiro, saiu vermelho directo. Depois a jogar com menos um atleta, sofremos o golo do empate e já perto do fim da partida, o golo que veio a dar a vitória ao Bruscos, num jogo onde o descaramento foi escandaloso e onde a intencionalidade foi descarada. Ora com este jogo, já lá vão sete pontos. Na penúltima jornada da primeira volta, recebemos o Miro e vencemos sem grandes problemas, onde a diferença no marcador foi alcançada cedo e depois foi apenas uma questão de gerir o resultado, aproveitando também para rodar atletas menos utilizados. A deslocação a Vila Verde (Figueira da Foz) era encarada como a mais complicada de todas, e embora o resultado mostre um grande desnivelamento, o que se passou dentro das quatro linhas não foi assim tão desnivelado. Vitória justa da equipa da casa, embora por números expressivos (7-3). Terminada assim a primeira volta, com menos sete pontos que aquilo que seria de esperar (e que seria justo), entrámos na segunda volta com algumas dificuldades em termos de treinos, pois estes começavam a ser mais raros, e o horário tardio disponível, fez com que a segunda volta fosse mais de sacrifício, que de trabalho. O primeiro jogo de 2008, foi no Carvalhal, contra a equipa da U. Alhadense e como a maioria dos atletas que dispomos são trabalhadores, ao entrarem no recinto de jogo e ao verem a humidade presente no piso, ficaram algo receosos, o que fez com que a pressão que normalmente efectuamos, não fosse a desejada, pois o medo de cair e partir uma perna era o principal pensamento dos jogadores (fim de semana onde tantos jogos foram interrompidos…), acabando por perder uma partida que em situação normal, teríamos com certeza vencido. Na 13ª jornada, recebemos e vencemos com naturalidade a equipa de Espariz por 6-0, em jogo que acabou por servir para fazer rodar o plantel e testar algumas situações. Deslocámo-nos aos Covões e sabendo das dificuldades que iríamos encontrar ao jogar contra uma equipa tão aguerrida como o era a turma da Prodeco, precisávamos de estar muito concentrados. Conseguimos entrar muito bem no jogo e conseguimos um resultado esclarecedor (2-5), que só não foi mais dilatado, porque a intenção da dupla de arbitragem, foi claramente dar a vitória à equipa da casa, senão vejamos; como se justifica assinalarem dez livres de 10m a favor sempre da mesma equipa, fora as decisões tendenciosas ao longo da partida sempre em prejuízo da minha equipa, mais uma vez escandalosa e maldosa. A nossa sorte nesta partida, foi a grande capacidade de aproveitamento em termos de finalização, caso contrário não teríamos vencido. O jogo com o Alfarelense em Santa Maria, foi electrizante, de parada e resposta, onde o resultado conseguido, foi bastante suado, mas justíssimo e sem qualquer contestação. Vitória por 7-6. Deslocação ao D. Dinis a Coimbra, onde mais uma vez nos ficaram a dever dois pontos. Este jogo contra a equipa do Real da Conchada era encarado como um jogo muito difícil, mas não impossível, o que de facto se veio a provar, pois o jogo foi bastante equilibrado, pena que no primeiro tempo, a dupla de arbitragem se mostrasse muito nervosa, caindo em todas as simulações que os homens da casa faziam para ganhar faltas e deixando por expulsar um homem da Conchada por falta cometida sobre Castanheira, quando este ia isolado para a baliza e por trás, foi impedido de ir para golo (a falta foi marcada, mas a expulsão, não se concretizou), fora outras decisões tendenciosas. No segundo tempo melhoraram consideravelmente, mas ainda assim em jogadas divididas, as decisões eram sempre a favor dos da casa. Mais dois pontos que nos retiraram, o que eleva para nove na totalidade. Depois seguiram-se dois jogos com adversários directos C.R.I.A. e U.Tocha, um em casa e outro fora, somando duas derrotas, sem qualquer contestação, se no primeiro, poderíamos ter goleado, no segundo, o guardião fez talvez a exibição da época, tirando tudo o que havia para tirar, proporcionando um grandioso espectáculo de defesas. Entrámos então na recta final do campeonato e a quatro jornadas do fim recebemos o Vila Verde (Coimbra) e vencemos por 8-4, depois de estarmos em desvantagem ao intervalo por 1-3, entrando para as três últimas jornadas a precisar apenas de uma vitória, mas… Deslocámo-nos a Condeixa-a-Nova para defrontar o Bruscos, determinados a vencer o jogo, embora cientes das dificuldades, fomos LITERALMENTE ROUBADOS, para além de duas expulsões inexplicáveis, uma série de atentados ao que se chama de arbitragem, sempre em nosso prejuízo e para cumulo, a cerca de dez segundos do fim, quando Castanheira fazia junto á linha de fundo, no meio campo defendido pelo Bruscos, manutenção e posse de bola, foi EMPURRADO pelas costas, com as duas mãos, mas o rapazito do apito, deixa seguir sem nada assinalar. Com o resultado em 7-7, iríamos para a marca dos 10m e poderíamos fazer o oitavo golo, mas como isso não interessava, pois poderia dar a vitória aos de Chelo, assinalou-se aí sim uma falta contra os forasteiros a quatro segundos do final, levando o Bruscos para a tal marca, que fez com que os visitados vencessem e subissem ao primeiro lugar e ainda dessem a oportunidade a outras equipas de se safarem da descida que seria obvia e certa se ganhássemos. Mais três pontos, com os “ciganos” e já lá vão 12. Derby de Penacova, tradicionalmente difícil e emocionante. Este não teve nada disso, teve isso sim, mais um empurrão e grande para que outros se safassem da descida, através de uma arbitragem ESCANDALOSA e HABILIDOSA, que propositadamente estava ali para fazer um trabalho sujo. Mal marcámos o primeiro golo da partida, fomos logo cilindrados com oito faltas no espaço de cinco minutos, com o intuito de levar o adversário para a marca dos 10m para estes darem a volta ao resultado. Se bem que de livres, os homens de Miro não marcaram, conseguiram-no aproveitando depois e aí sim o nervosismo e o medo que os meus homens tinham de disputar a bola, com receio de mais um livrezito, mas como a nossa equipa poderia ainda dar a volta ao resultado, toca de expulsar um atleta, com a agravante de este sofrer duas faltas que não foram assinaladas e reclamar, vendo por isso em cada uma delas um cartão amarelo, e assim no espaço de três minutos, foi-lhe mostrado o correspondente vermelho, ficando a minha equipa a jogar com menos um homem, indo para o intervalo a perder por 3-1. No segundo tempo, pressionámos, pressionámos, mas psicologicamente, não estávamos bem (também, quem estaria???) acabando por jogar mais com o coração do que com a cabeça, ainda que o Miro não saísse do seu meio campo e o guarda-redes tenha defendido praticamente tudo, ainda houve tempo para mais uma asneira das grandes dos homens do apito, pois ao defender uma bola rematada por Castanheira, esta saiu pela linha de fundo, onde Vitó tentou chegar para evitar a sua saída e aproveitar que o guarda-redes do Miro estava no chão, para fazer golo, o árbitro assinala reposição de bola para o guardião do Miro, alegando que “o jogador do Chelo quando chegou á bola esta já estava fora”, ora qualquer pessoa via que sendo assim, era canto e não reposição de bola, mas… como o trabalho era prejudicar-nos…(lá se foram mais três pontos [Já soma 15]) Entrámos no ultimo jogo, obrigados a vencer, para não cairmos na 1ª Divisão, mas a tarefa era muito complicada, pois para além de defrontarmos o primeiro classificado, estes estavam também obrigados a vencer para se sagrarem campeões, por isso esperava-se um grande espectáculo de futsal e o publico presente, foi contemplado com um grande jogo. Equilibrado, com ambas as equipas a procurarem o golo, com a equipa da casa sempre na frente do marcador e tudo a correr ás mil maravilhas, até que a cerca de dois minutos do final, uma suposta falta do guarda-redes do Chelo ao repor a bola em jogo (diz o árbitro que esteve mais de quatro segundos com a bola na mão), ponho em causa mas não discuto. O que discuto e que nos prejudicou bastante, é que após o quarto golo (o tal que surgiu do livre), ao árbitro caiu-lhe o musculo e por incrível que pareça, com um minuto e vinte segundos para jogar, só houve tempo de fazer a reposição de bola pela linha lateral e o jogo acabou, com toda a gente, a ficar a olhar, inclusive o próprio treinador do Vilaverdense que disse ter perguntado o tempo ao 3º árbitro (cronometrista) e este ter-lhe dito que ainda faltava cerca de um minuto para acabar. Ora se o Vilaverdense ganhava ou não a partida, agora não está em causa, o que importa, é que um minuto e vinte segundos é muito tempo de jogo, e da maneira como o jogo se estava a desenrolar, tudo podia ainda acontecer, portanto e mais uma vez fui prejudicado, o que me leva a poder dizer, mesmo sem provas, que não tenho dúvidas, fui EMPURRADO para a descida de divisão. Somaram os pontos todos que nos tiraram?... Pois é estaríamos em terceiro lugar, não é? Mesmo que outros também se sintam prejudicados em alguns pontos, e que com eles tivessem mais que nós, nunca desceríamos de divisão, nem por sombras, mas... enfim, já nada adianta. Parabéns ao Vilaverdense, que foi um justo campeão. April 07 REGRESSO ÁS VITÓRIASU.CHELO - 8 V.VERDE - 4 Após duas semanas sem jogar e depois de duas derrotas com equipas nada superiores, bem pelo contrário, a equipa da União de Chelo entrou sem inspiração e sem determinação no jogo, acabando por consentir dois golos da forma que sabíamos que seria a única maneira que o adversário iria explorar, ou seja, jogar directo nas costas do adversário. Depois, esboçámos uma pequena reacção e conseguimos reduzir para 1-2, mas o jogo não nos estava a correr bem e pouco mais fizemos de positivo no primeiro tempo, acabando por consentir ainda o terceiro golo do Vila Verde. No balneário foi dito aos jogadores que para darmos a volta ao resultado, era preciso mais velocidade, mais entrega e mais pressão sobre o portador da bola, só assim iríamos impedir a subida dos alas e os passes em profundidade. Isto foi conseguido, pois entrámos na segunda parte com outra disposição, pressionando bem, impedindo a saída do adversário para o contra-ataque e jogando quase sempre no meio campo ofensivo. Conseguimos dar a volta ao jogo acabando por vencer com alguma facilidade, em especial nos últimos dez minutos, onde o Vila Verde teve muitas dificuldades para nos segurar e nem a subida do guarda-redes fez com que recuássemos, pois mantivemos a pressão e o guardião adversário deixou de conseguir subir no terreno. Na segunda parte consentimos apenas um golo, em mais um lance idêntico aos que deram os golos do Vila Verde na primeira parte, na única vez em que nos "distraímos" em termos defensivos, mas conseguimos marcar por sete vezes e mostrámos ao publico presente que podemos subir mais alguns degraus na classificação, mas para isso, para além do trabalho semanal, que é fundamental, é preciso mais concentração e determinação nos momentos iniciais das partidas. Boa arbitragem. Marcha do marcador: 0-1; 0-2; 1-2; 1-3 (intervalo); 2-3; 3-3; 3-4; 4-4; 5-4; 6-4; 7-4; 8-4 (Fim do jogo). 1ª parte: 1-3 ; 2ª parte: 7-1.Marcadores: Castanheira (3), Vitó (2), Ricardo (1), Palila (1) e Rudi (1). March 17 PERDER COM DIGNIDADEU.CHELO - 1
U.TOCHA - 3
Há jogos assim, uns correm bem e acabamos por vencer com inteira justiça, outros não nos correm tão bem, por qualquer motivo, acabando por perder o desafio, ficando com um sentimento de injustiça e até talvez de revolta com nós próprios, por termos sentido que fomos melhores, mas ao mesmo tempo incapazes. É como na publicidade, “faltou-nos um bocadinho assim…”
Este jogo, frente à U.D.Tocha foi sem dúvida um desses jogos, porque, para além de termos sido melhores, não conseguimos traduzir essa mesma superioridade em golos, acabando por perder um desafio que, muito sinceramente, não contava perder. Quando chegámos ao fim do jogo, andámos à procura das razões que nos fizeram perder a partida e só encontrámos uma, a excelente exibição do Guarda-redes da equipa da Tocha, que defendeu tudo o que é possível imaginar e até mesmo o que é impossível imaginar, de maneira que tenho de dar os parabéns ao Guarda-redes da Tocha por nos ter presenteado com um excelente espectáculo.
Mas vamos ao jogo.
Até nem começámos bem, entrámos sem determinação (talvez os jogadores ainda estivessem com o jogo do C.R.I.A. na cabeça) e sem concentração, o que fez com que as coisas não nos saíssem bem nos momentos iniciais, mas com o passar do tempo, fomo-nos soltando e acabámos por criar algumas situações de golo (uma de Palila e outra de Fábio, ambas ao segundo poste e com a baliza completamente escancarada) que, infelizmente não aproveitámos, e como quem não marca sofre, a equipa da Tocha, ao contrário da minha, em dois contra-ataques, fizeram dois golos, tendo um aproveitamento de quase 100%, saindo para o intervalo com uma vantagem excessiva, numa primeira parte onde as oportunidades de golo não abundaram.
Na segunda parte, tudo foi diferente, os meus homens entraram determinados a dar a volta ao marcador, mas pela frente encontraram uma equipa que defendeu muito recuada e muito bem, tapando todos os caminhos da baliza e mesmo quando não conseguiam impedir que a bola fosse à baliza, lá estava o guardião a fazer aquilo que lhe compete, defender, se bem que para o meu gosto, defendeu demais.
Em toda a segunda parte, a equipa da Tocha efectuou dois remates à baliza com perigo, fruto de outros tantos contra-ataques, um deu origem ao terceiro golo, o outro, foi muito bem interceptado pelo nosso guarda-redes avançado, Ricardo, que jogou nessa qualidade os últimos quatro minutos da partida, proporcionando ainda a cerca de 30 segundos do fim, a Vitó, o único golo da minha equipa, conseguido através de um remate cruzado, em que a bola vai muito bem colocada ao segundo poste, entrando junto ao vértice superior esquerdo da baliza, em lance que o “nº 1” da Tocha não teve qualquer hipótese, talvez por não ter visto a bola partir, pois deu-me a sensação que no momento do remate, estava tapado por um colega.
Por tudo isto, só tenho de dar os parabéns à equipa da Tocha pelo excelente trabalho defensivo e pelo espírito de sacrifício que os jogadores tiveram, para conseguirem levar de Stª Maria os três pontos.
Quanto à minha equipa, tudo fez para ganhar o jogo, mas este não foi um dia de sorte, pois essa estrela esteve com o adversário, mas tenho também de dar os parabéns aos meus jogadores, que nunca desistiram e embora se tenham apercebido de que poderiam estar a noite toda a criar situações de golo, não iriam marcar, mostraram ao público que mesmo sem treinarem e sem “pedras” importantes na equipa, podem contar com eles para dignificar o nome do clube e da terra por esses campos fora.
Boa arbitragem. March 10 C.R.I.A. 3-2 U.CHELOEste jogo era muito importante para ambas as equipas, pois com uma vitória, subiam-se alguns lugares na tabela classificativa. Entrámos mal no jogo, sem determinação e algo nervosos, o que condicionou a equipa nos primeiros minutos da partida. Após um período inicial onde de parte a parte o futsal foi uma coisa que não existiu, pois a minha equipa não acertava nos passes e o adversário não saía do ultimo terço do campo, mas isto mudou, o C.R.I.A. aproveitou dois falhanços ofensivos dos meus homens e em dois contra-ataques fez dois golos, o que levou a minha equipa a reagir, mas sempre sem nexo, os passes não eram bem feitos e as jogadas individuais de Castanheira sucediam-se, sem no entanto produzirem resultados. Os últimos minutos do primeiro tempo, foram um autentico atentado à modalidade, a equipa da casa a ganhar, mantinha-se fechada, á espera de mais um falhanço dos visitantes e os de Chelo começaram a gerir a posse de bola como se estivessem a ganhar, chegando então o intervalo com a minha equipa em desvantagem, que diga-se de passagem merecida pois a produção ofensiva foi nula. No segundo tempo, entrámos mais determinados a mudar o rumo dos acontecimentos, mas foi novamente o C.R.I.A. a marcar, mais uma vez num contra-ataque, após uma perda de bola a meio campo, elevando a diferença para três bolas, o que veio complicar ainda mais a nossa tarefa. Mesmo com a nossa equipa a criar agora sim, situações de golo, umas atrás das outras, encontrou do outro lado um guarda-redes que acabou por ser o melhor homem em campo, que tirava tudo o que era possível tirar, e quando este não defendia, eram os meus homens que atiravam ao lado, ou pura e simplesmente não chegavam a tempo a bolas que, normalmente dão golo. Os golos acabaram por aparecer, não em quantidade necessária, mas os dois golos conseguidos vieram relançar o jogo, e com cerca de dez minutos para jogar e com a equipa da casa tapada com cinco faltas, tudo levava a crer que acabaríamos por sair da Figueira da Foz com os três pontos, mas… os Deuses não estavam com a minha equipa, mesmo ficando a jogar com um homem a mais (expulsão por acumulação de amarelos), não conseguimos marcar, primeiro porque não tivemos paciência, acabando por jogar mais com o coração do que com a cabeça e depois porque, aqui sim era necessário fazer circular a bola, esperar que o adversário falhasse em termos defensivos, para então procurar o remate para golo, o que não aconteceu, rematávamos de qualquer lado, de qualquer maneira e nem sempre, ou melhor quase sempre mal. Depois como o golo não aparecia, Castanheira de forma “infantil”, acaba por perder a posse de bola perto da divisória e comete falta que lhe dá o segundo amarelo, ficando a minha equipa em igualdade numérica com o adversário, mas por pouco tempo, pois logo a seguir o C.R.I.A. faz entrar um jogador de campo e os da casa ficam em superioridade numérica, mas também não aproveitaram, pois nesse período, estivemos bem a defender. Quando ficámos novamente com a equipa completa, fizemos subir o Guarda-redes, arriscando tudo por tudo, mas… este não era o nosso dia… Parabéns ao C.R.I.A. que venceu um jogo importante, embora não tenham feito grande coisa para procurar a vitória, limitando-se a defender e a aproveitar os nossos erros, o que diga-se, cumpriram plenamente (ainda que tenham tido muita sorte). Num jogo que poderíamos ter goleado, acabámos por perder, mais por ineficácia nossa que por mérito do adversário, mas o campeonato ainda não acabou e dias como este, não acontecem sempre, por isso só temos de trabalhar para melhorar e mostrar aos adeptos que este resultado foi um engano. Arbitragem de bom nível, pecando só no excesso de cartões mostrados.
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